Cultura Melres e Medas

Atrair os mais novos é o objetivo do Rancho Folclórico as Ceifeiras de Santa Maria de Medas

O Rancho Folclórico as Ceifeiras de Santa Maria de Medas dançam pela freguesia há 65 anos com a mesma alegria do princípio. Para atrair os mais jovens à prática das danças de rancho criaram uma escola de música e de dança. Para perceber melhor sobre estas duas iniciativas estivemos à conversa com Hélder Meira, Presidente da Direção, José Sousa, Vice-presidente, António Gomes, presidente da Assembleia Geral e Octávio Santos, Secretário da Assembleia Geral.

Fale-nos um pouco da coletividade.

Esta coletividade nasceu em 1960. Completou este ano 65 anos. Consta-se que começou com uma angariação a que chamamos zonas, com leilões para as festas. Alguém tomou iniciativa e quis formar um rancho. Fomos dos primeiros ranchos em Gondomar. Até à data de hoje esta coletividade esteve sempre em funcionamento. A nossa sede atual foi inaugurada em 1985. 

Que atividades é que dispõe a coletividade?

Tivemos dança, dança de salão, mas a atividade principal sempre foi o folclore. Neste momento mantemos o folclore e uma escola de música, que abrimos este ano. 

Em que consiste a escola de música?

Sentimos que temos alguns jovens que não têm muitas atividades para se ocupar. Dessa forma criamos uma escola de dança, para os cativar a ir para o rancho, e uma escola de música, com um professor de música que vem cá com um ensaiador, tanto para a música como para a dança. Estamos a ter alguma adesão. O propósito é cativar os mais novos, porque quando é desde pequeno é mais fácil, quando começam a atingir idades como os 15 anos já não pensam em fazer atividades nas coletividades. Somos diferentes da maior parte dos ranchos. 

São diferentes em quê?

A nível de danças, de músicas, porque já ninguém pensa ver um rancho e dependendo da zona é tudo muito idêntico. As músicas e danças são diferentes.  É uma maneira de prender a plateia nos espetáculos. É atrair pelo diferente. 

Como angariam fundos para a Associação?
Promovemos algumas atividades. Fazemos torneios de sueca e as celebrações do 25 de abril são organizadas pela coletividade. No desporto tivemos danças de salão, ballet, temos desporto, cultura, e o bar, que dá alguma coisa. 

Quais são as perspetivas de futuro?

A custo prazo as nossas instalações serão remodeladas com o apoio da Câmara Municipal de Gondomar e da União de Freguesias de Melres e Medas. Estamos em negociações.  Ainda estamos a recuperar da crise. Os nossos planos é manter a coletividade viva. O folclore está em decadência, mas nós queremos continuar a cativar as pessoas e a crescer.

Ao longo da entrevista tem falado que pretendem cativar as crianças. Como?

Temos feitos ensaios abertos ao público, à sexta-feira, de forma gratuita, de modo que toda a gente possa vir experimentar. Normalmente, quando os pais trazem as crianças e ficam à espera, acabam por participar. Tentamos ao máximo integrar a comunidade. Na escola de música dispomos de todo o material. Os alunos só têm de dizer o que pretendem aprender e disponibilizamos os instrumentos. Tendo em conta o desenvolvimento da escola acreditamos que futuramente teremos o apoio da Junta e da Câmara. 

Quantos elementos têm no Rancho?
Temos 45 componentes, de todas as idades. 

O Rancho irá organizar um magusto, dia 16 de novembro, porquê que as pessoas deveriam participar?

É uma festa habitual de magusto, mas temos a particularidade de ter a fogueira em si, como era antigamente. Porque o propósito é mostrar, também, aos mais novos o que era feito antigamente. Óbvio que temos um forno para nos ajudar no processo (risos), porque o método tradicional demora mais tempo. A ideia está lá: comer as castanhas em torno da fogueira. A simpatia é um dos motivos que devem vir, para não falar que podem dançar connosco. 

Temos uma particularidade que é o Caldo de Nabos, já é uma marca da nossa coletividade, as pessoas que nos visitam pedem sempre. Tem uma receita especial. Por isso no magusto além das castanhas podem encontrar o vinho, as bifanas e o Caldo de Nabos. As castanhas e o vinho são gratuitos. 

A quem gostariam de agradecer? 

A toda a gente que nos ajuda, principalmente, e às entidades à União de Freguesias de Melres e Medas e à Câmara Municipal de Gondomar.  

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