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Carla Ferreira: “Queremos que as pessoas tenham uma noite memorável, mas em segurança”

A Noite Branca de Gondomar realiza-se a 5 de setembro e, este ano, é organizada pela primeira vez por Carla Ferreira enquanto vereadora da Cultura. A responsável fala das expectativas para o evento, das novidades na programação, do papel das associações locais e das medidas de segurança e mobilidade previstas para uma das noites mais aguardadas do concelho.

Este será o primeiro ano em que assume a organização da Noite Branca enquanto vereadora da Cultura. Quais são as suas expectativas?
Estamos na expectativa de que corra bem. Mesmo em termos de segurança, já reunimos com a PSP e com as restantes forças de segurança para precavermos qualquer situação que possa vir a acontecer. As pessoas têm de se divertir, mas em segurança. Queremos que tenham uma noite memorável, que cheguem a casa felizes e que não haja nada que as faça pensar que não deviam ter vindo.

A Noite Branca já é um evento de referência em Gondomar, atraindo milhares de visitantes todos os anos. Que marca pessoal pretende deixar nesta edição?
É um evento já consolidado, mas vamos introduzir algumas alterações. Por exemplo, o palco do Parque Urbano, que anteriormente era dedicado a bandas de covers, vai passar a receber as quatro Bandas Filarmónicas de Gondomar. Cada uma delas terá um convidado, seja uma banda de rock, pop ou de outro género, que fará parte do concerto. É uma mudança que pretende, sobretudo, integrar e dar visibilidade às associações locais.

Quer que a Noite Branca seja um evento para todas as faixas etárias?
Sim, claro. Não temos fechada a programação infantil, porque, se tivéssemos, teríamos de abrir a Noite Branca um pouco mais cedo. O evento vai começar às 19h00 e, entre as 19h00 e a meia-noite, teremos uma programação mais direcionada para as famílias. Entre a meia-noite e a 01h00, começa a ser mais direcionada para os mais jovens.

Por que optou pelo início às 19h00?
Começámos a reparar que as pessoas começaram a chegar cada vez mais cedo à Noite Branca. Durante a tarde, já vemos famílias a chegar para perceber como está a festa. Achámos que começar às 19h00 poderia ser, de certa forma, uma motivação também para as associações, que começam a trabalhar a essa hora e possam ter mais oportunidade de negócio.

Existe o objetivo de alargar o evento para dois dias?
Será difícil. O nosso conceito é diferente do de Braga. Nós fazemos a Noite Branca com as associações e, para a maioria delas, é muito difícil garantir duas noites, até porque sabemos que são sempre as mesmas pessoas que trabalham. Seria um esforço muito grande para as coletividades, principalmente em termos logísticos. Neste momento, não está a ser equacionado.

Como foi pensado o cartaz artístico? Houve a preocupação de agradar a diferentes gerações e gostos musicais?

Todos os palcos vão ter início às 19h00. No palco principal, vamos começar com um DJ e depois teremos Buba Espinho, que acaba por ser uma proposta mais direcionada para as famílias. Seguem-se os Dealema, os D.A.M.A e os Wet Bed Gang. O Trilho Elétrico também vai passar pela Noite Branca e queremos manter essa atividade a partir das 19h00, igualmente. 

As coletividades aproveitam bastante este evento para fazerem o seu “pé-de-meia”. Quantas associações participam este ano?
No ano passado ultrapassámos as 100 associações. Neste momento, temos 97 inscrições e é expectável que ultrapassemos novamente as 100, superando também os números do ano passado.

A segurança e a mobilidade são aspetos essenciais num evento desta dimensão. Que medidas foram reforçadas este ano?
Não temos ainda o número de efetivos, mas vamos ter câmaras de vigilância, presença policial e polícia descaracterizada. O vidro também não terá lugar neste evento, tendo em conta o perigo inerente. As associações já estão sensibilizadas para esta questão, mas, uma semana antes do evento, irei falar com os comerciantes que estão dentro deste perímetro para reforçar a necessidade de não venderem bebidas em recipientes de vidro.

A sustentabilidade é uma preocupação crescente. Que medidas ambientais serão implementadas?
Vamos utilizar copos reutilizáveis. As pessoas, também, podem trazer o copo utilizado no ano passado, o que permite dar-lhe uma nova utilização.

O que aprendeu com a experiência que teve anteriormente no “backoffice” da organização deste evento?
É uma pergunta difícil, mas diria que aprendi sobretudo a importância de cumprir horários e de garantir a segurança. É muito importante que os horários de cada palco sejam cumpridos à risca, porque as pessoas vão a correr de um palco para outro para assistir a determinado artista e não é agradável ficarem à espera. É uma questão de respeito pelo público. Os agentes já estão sensibilizados para esta questão, para que tudo aconteça à hora marcada.

A Noite Branca marca também o início das Festas do Concelho. Sente que há espaço para o evento continuar a crescer?
Em termos de espaço físico, conseguimos aumentar, mas o que nos condiciona é o estacionamento. Este ano, com maior antecipação, vamos ter um reforço dos transportes públicos e teremos também parques de estacionamento mais afastados do centro, com um serviço de shuttle até ao evento.

Atualmente, há inúmeras Noites Brancas ao longo do país. Por que razão as pessoas devem escolher a de Gondomar?
Pelo envolvimento do associativismo local. Essa é uma particularidade que, na minha opinião, não existe noutras Noites Brancas. Aqui, as associações têm um papel muito importante na construção do evento e isso faz parte da identidade da nossa Noite Branca.

O que diria a quem nunca participou na Noite Branca de Gondomar para o convencer a vir este ano?
Venham a Gondomar. Tenho a certeza de que se vão divertir e, acima de tudo, em segurança.

 

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