[caption id="attachment_12575" align="alignleft" width="300"] Desde 2013, Gondomar perdeu mais de 15 dependências bancárias / Foto: Pedro Santos Ferreira[/caption]

Desde 2013, Gondomar perdeu mais de 15 dependências bancárias. A redução deste tipo de serviços prestados à população já afetou as freguesias de Fânzeres, São Pedro da Cova, Melres, Valbom e Gondomar (São Cosme).  

No final do ano passado, a freguesia de Melres viu encerrar a única dependência do Alto Concelho, que junta os territórios de Melres, Medas, Foz do Sousa, Covelo e Lomba. O anúncio deixou a população sem soluções alternativas e preocupada com a perda de mais um serviço que foi, entretanto, colmatado com a instalação de uma máquina ATM no interior de uma superfície comercial, estando, por isso, inacessível após o horário de funcionamento.

O caso não foi inédito em Gondomar, mas parecia encerrar em si um sinal do que aí vinha, um encerramento massivo de dependências bancárias um pouco por todo o concelho: Rio Tinto, Gondomar (São Cosme), Fânzeres, São Pedro da Cova e Valbom. Contactados pelo nosso jornal, os bancos mostraram-se indisponíveis para prestar declarações sobre os motivos de encerramento das suas filiais, alegando, na sua maioria, decisões superiores de contenção de despesa um pouco por todo o país.

"É uma realidade preocupante que não se verifica apenas no nosso concelho. Lamentavelmente, nem a Caixa Geral de Depósitos (CGD), que é um banco de gestão pública, teve o cuidado de nos informar previamente sobre o encerramento das suas dependências em Gondomar (São Cosme) e em Fânzeres. Só após uma carta muito violenta da nossa parte é que os representantes da CGD vieram justificar-se perante nós", lamenta Marco Martins, presidente da Câmara Municipal de Gondomar. O edil considera "excessivo" o número de encerramentos, quer do banco público quer das dependências de bancos do setor privado.

Em São Cosme e Valbom, António Braz, presidente da União das Freguesias daquele território, mostra-se preocupado com a "razia" de bancos nos últimos anos. "São números que nos deixam preocupados, embora reconheça que os bancos têm que procurar a sua rentabilidade financeira e possam redimensionar-se. No entanto, acho que também não devem esquecer a prestação de serviços à população, nem a devem abandonar", refere o autarca.

No mesmo sentido, Pedro Miguel Vieira, presidente da União das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova, também não está satisfeito com a perda de dependências nos dois territórios agregados em 2013. Ao nosso jornal, o presidente da Junta aponta o encerramento do balcão do BPI em Vila Verde, São Pedro da Cova, como "uma falha de serviço para a população". "Em Fânzeres, encerrou a CGD, que achamos que tem ainda mais impacto, além do Millenium, em Santa Eulália", acrescenta. "Fomos recebidos pela administração da CGD e eles garantiram-nos que estavam a seguir uma imposição da Troika, que implicava o encerramento de balcões. Contudo, este fecho prejudicou claramente a população de Fânzeres", lamenta Pedro Miguel Vieira.

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