Fânzeres e S. Pedro da Cova Informação Política

Entrevista a Joaquim Espírito Santo (BE): "Não faz sentido tirar representatividade às pessoas"

[caption id="attachment_201" align="alignleft" width="330"]Joaquim Espírito Santo / Arquivo Vivacidade Joaquim Espírito Santo / Arquivo Vivacidade[/caption]

Foi com 17 anos, enquanto estudava na Escola Alexandre Herculano que viveu o momento político mais marcante, o 25 de abril. Joaquim Espírito Santo, candidato pelo Bloco de Esquerda à união de freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova, esteve sempre ligado a uma ideologia de esquerda e nunca considerou o PS “verdadeiramente de socialista”. O militante do Núcleo de Gondomar do Bloco de Esquerda, desde a sua origem, foi eleito há oito anos para a Assembleia de Freguesia de Fânzeres, recusou ir para o executivo PSD/CDS, por incompatibilidade política, e é contra a união de freguesias em Portugal.

O que pensa da união de freguesias? O BE sempre se opôs a esta reforma administrativa territorial autárquica. Fizemos moções que foram apoiadas, exceto pelo PSD, para que a reforma não avançasse porque consideramos que representa uma perda de democracia. A proposta do BE é baseada na participação, democracia e transparência dos processos. A população devia fazer um voto de rejeição à união de freguesias. Depois do que PS e PSD fizeram às autarquias ninguém devia votar neles, deviam ser os grandes derrotados.Fui nascido e criado aqui [Fânzeres], mas Fânzeres e S. Pedro da Cova são identidades completamente distintas, não faz sentido representar 50 mil pessoas.

Qual é a principal aposta da sua candidatura? A transparência dos processos e a participação das pessoas. Consideramos isso essencial e por isso temos apresentado ao longo deste tempo propostas como orçamentos participativos. As freguesias deviam criar gabinetes de levantamento de crise, onde seria possível haver uma noção dos problemas da freguesia.

Que problemas existem nas freguesias de Fânzeres e S. Pedro da Cova? Não há nenhum levantamento dos prémios devolutos e era importante fazê-lo, nomeadamente em Fânzeres. A nível ambiental, as margens dos rios de Fânzeres e S. Pedro da Cova poderiam dar boas zonas de parques urbanos.

E a questão das minas é importante? Há um problema no aterro de S. Pedro da Cova que está a ser resolvido. As minhas fecharam mas é preciso perceber, em termos ambientais, como está esse processo.

As freguesias foram bem geridas nos últimos quatro anos? Em comparação com o governo anterior da freguesia [PSD/CDS], temos que reconhecer que houve alguns avanços, mas para nós [BE] foi sempre pouco porque o essencial é por as pessoas a participar. É possível fazer melhor através da participação.

Apesar da união vai manter os recursos das freguesias? Já ouvi várias versões e suponho que vá haver despedimentos. Gostaria que não houvesse união de freguesias mas a lógica vai ser essa.

Últimas Notícias

Álvaro Santos foi eleito presidente da CCDR-N

12/01/2026

Nuno Sousa substitui Marco Martins na Transportes Metropolitanos do Porto

9/01/2026

Projeto "Voltar a Casa" será levado à Assembleia da República

9/01/2026

Álvaro Santos: “Candidato-me com uma forte convicção e um espírito de missão que o Norte pode e precisa de dar um salto qualitativo a diversos níveis”

8/01/2026

MARCO MARTINS SERÁ DESTITUÍDO DA TMP NA SEXTA-FEIRA

7/01/2026

António Cunha: “Face à forma como o processo foi conduzido quis dizer à região que estou cá, não quero ter falta de comparência”

7/01/2026

CASA COSTA ABRIU EM GONDOMAR

29/12/2025

BP ABRE POSTO DE COMBUSTIVEL NA ESTRADA DOM MIGUEL

29/12/2025