Rio Tinto Sociedade

Global Trade reforça proximidade e aposta na solidez num mercado imobiliário em transformação

A Global Trade reinaugurou as suas instalações no dia 5 de outubro, passando de São Cosme para Rio Tinto, numa mudança que pretende reforçar a proximidade aos clientes, unir as marcas GlobalTrade e Global Home e consolidar a presença da empresa no concelho de Gondomar. Em entrevista, Joaquim Santos fala sobre as razões desta mudança, a evolução do mercado imobiliário local, os desafios do setor e a importância da relação com a comunidade, defendendo que o futuro da empresa passa pela estabilidade, pela confiança e por um serviço que vai muito além da venda de uma casa.

O que motivou a Global Trade a mudar de instalações e porquê a escolha deste novo espaço?
Acima de tudo, ganhámos na capacidade de trabalhar como uma só empresa. Tínhamos dois departamentos, a Global Trade e a Global Home, que, de alguma forma, estavam distanciados. Agora, conseguimos criar essa sinergia e reunir as duas marcas num único espaço físico. Em termos de localização, é mais fácil estar em Rio Tinto do que em São Cosme. Estamos numa zona com uma dinâmica de clientes muito superior, com mais construção, mais procura, mais financiamento e mais investimento. Queremos chegar a clientes que, de alguma forma, estavam mais distantes.

De que forma as novas instalações vão melhorar a experiência dos clientes?
O cliente sai beneficiado com esta mudança para Rio Tinto. É mais fácil chegar às nossas instalações e temos parque de estacionamento, algo que não existia no espaço anterior. Além disso, passamos a beneficiar de todas as infraestruturas comerciais existentes na zona, o que também contribui para uma experiência mais cómoda e acessível.

A Global Trade tem uma ligação forte ao mercado imobiliário de Gondomar. Que importância tem este concelho para a empresa?
Cerca de 70% do nosso volume de faturação está associado ao concelho de Gondomar. Vivemos essencialmente do nosso concelho. Claro que trabalhamos com clientes de outras zonas, mas a nossa principal base está em Gondomar. O mercado do Porto, por exemplo, é um nicho muito específico, que exige experiência e conhecimento próprios. É muito difícil entrar nesse mercado, que funciona de forma diferente. Matosinhos, Valongo e Vila Nova de Gaia apresentam algumas semelhanças com Gondomar. O Porto, por sua vez, tem uma dinâmica mais próxima.

Como avalia a evolução do mercado imobiliário local e as oportunidades que oferece a quem procura comprar, vender ou investir?
O mercado de Gondomar esteve estagnado durante cerca de dez anos. Praticamente não houve construção entre 2008 e 2018. Entre 2018 e 2022, foram aprovados alguns projetos, mas a verdade é que o volume de habitações construídas continua muito abaixo da procura. Atualmente, uma parte importante dos compradores são jovens que beneficiam dos apoios do Estado à compra de habitação. Isso contribuiu para dinamizar o mercado. Antes, fazíamos cerca de 120 escrituras e faturávamos 600 mil euros. Agora, fazemos cerca de 100 escrituras e faturamos 700 mil euros. Se falarmos da época dourada da construção e da compra de habitação, diria que foi em 1999 e 2000. Mas, se falarmos da relação entre a habitação e o seu valor, então esta é, sem dúvida, uma das fases mais marcantes.

Na sua perspetiva, os preços das habitações vão continuar a aumentar?
Não. Acho que os preços vão estagnar. Há dois fenómenos interessantes, relacionados com a realidade social e económica. O salário médio não duplicou, e, segundo os dados do INE que tenho presente, ronda os 1550 euros. No entanto, esse valor não corresponde ao perfil de muitos clientes de Rio Tinto e Gondomar, onde o rendimento poderá estar mais próximo dos 1100 euros. Se estivermos a falar de um casal em que cada pessoa recebe esse valor, estamos perante um rendimento conjunto de cerca de 2200 euros. Ainda assim, esse casal poderá conseguir financiamento para uma habitação de 280 mil euros. Diria que a capacidade de compra de um casal jovem de rendimento médio se situa nos 300 mil euros. O que tem feito subir os preços é, em grande medida, a capacidade de endividamento dos jovens.

Depois desta reinauguração, quais são os próximos objetivos da Global Trade?
A Global Trade é uma das licenças imobiliárias mais antigas de Gondomar. Quando abrimos, há 15 anos, o mercado estava em baixa e completamente parado. Na altura, existiam cerca de 30 imobiliárias no concelho, atualmente, são aproximadamente 170. Crescemos no momento certo. Não sentimos necessidade de crescer por crescer: precisamos de manter o que conquistámos e continuar estabilizados. O nosso objetivo é a solidez, porque o mercado imobiliário é muito instável.

O que distingue a Global Trade das restantes empresas do setor e o que leva os clientes a confiar na vossa equipa?
Essencialmente, a proximidade. Quando temos alguém que está no mercado há 30 anos, que continua a acompanhar os mesmos clientes e a vender casas, isso demonstra a relação que conseguimos construir. Mesmo quando falamos de uma casa de dois milhões de euros, considero que ninguém faz aquilo que eu faço ao nível da proximidade. E essa proximidade não se limita à venda da casa: estende-se ao pós-venda. Um ano depois da compra, continuamos a manter contacto com os clientes e a ajudá-los com questões relacionadas com a casa, assuntos contabilísticos e tudo aquilo de que precisarem. Não acredito que isto aconteça da mesma forma em todo o lado. É muito mais do que confiança. É amizade. Acabo por fazer, maioritariamente, amigos.

Que serviços disponibiliza a Global Trade para acompanhar os clientes ao longo de todo o processo?
Enquanto muitas imobiliárias têm intermediários de crédito ou subcontratam outras empresas para prestar determinados serviços, nós oferecemos uma solução de chave na mão. O objetivo é que o cliente não tenha de se preocupar com nada. Procuramos acompanhar todo o processo e dar resposta às diferentes necessidades que surgem, para que tenha um serviço integrado e uma experiência mais simples.

Que mensagem gostaria de deixar aos gondomarenses nesta nova etapa da Global Trade?
Queremos continuar a manter esta proximidade às pessoas e a capacidade de as ajudar. É verdade que ganhamos dinheiro, mas o reflexo do nosso trabalho está no reconhecimento que recebemos pelo que fazemos, e não apenas pelo que faturamos. Entregamos muito à comunidade, e esse é um dos nossos maiores valores. Temos a capacidade de devolver aquilo que recebemos.

 

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