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Gondomar assinalou 45.º aniversário da Revolução dos Cravos

[caption id="attachment_17153" align="alignleft" width="300"]25 de Abril - maio 2019 Os Paços do Concelho acolheram a comemoração do 45.º aniversário do 25 de Abril / Foto: Pedro Santos Ferreira[/caption]

A Câmara Municipal de Gondomar e Juntas de Freguesia assinalaram, no dia 25 de abril, o 45.º aniversário do Dia da Liberdade. Por todo o concelho, saudou-se o fim da ditadura e exaltou-se o caminho percorrido desde então.

No dia 25 de abril, os Paços do Concelho acolheram a cerimónia de comemoração do 45.º aniversário do 25 de Abril de 1974, data histórica para os portugueses, que pôs termo a uma ditadura com 41 anos.

O executivo, deputados da Assembleia Municipal de Gondomar e restantes convidados seguiram, depois, para o salão nobre do Município, onde tiveram lugar os tradicionais discursos políticos de todas as forças representadas neste órgão autárquico.

Marco Martins, presidente do Município, considerou Gondomar “um concelho de futuro”, sem esquecer os princípios de Abril, “olhando para o futuro, honrado as conquistas do passado”.

A sessão foi encerrada por Aníbal Lira, presidente da Assembleia Municipal, que pediu aos jovens “um maior conhecimento do 25 de Abril, necessário nas escolas, nas universidades, nos clubes e nas coletividades”.

Membros da Assembleia Municipal salientaram liberdade e progresso “O 25 de Abril pode ser muita coisa, mas no início foi o dia em que o país saiu à rua, porque alguns militares tiveram a ousadia de mudar o antigo regime”, afirmou Pedro Carvalho, representante do CDS-PP Gondomar.

Bruno Pacheco, do Bloco de Esquerda, sublinhou “que cada geração precisa da sua revolução” e lembrou que é errado “continuar a sacrificar a democracia em prol dos lucros dos mercados financeiros”.

Em seguida, Valentina Sanchez referiu que comemorar Abril “é celebrar os progressivos contributos para a consolidação da democracia, com as apostas na Educação, Saúde e desenvolvimento económico-social”.

David Santos, do Movimento Independente – Valentim Loureiro, considerou a Revolução dos Cravos “eternamente incompleta”, porque a vê como “um processo constante que por todos deve ser defendido e completado”.

Já Olinda Moura, da CDU, exortou a que cada português “faça com que Abril se cumpra. “Desenganem-se os que querem reacordar o fascismo, porque o povo português tem memória e não esquece, e é por isso que o 25 de Abril se mantém atual e se projeta no nosso futuro”, disse.

Por fim, Carmina Araújo, em representação do PS, lembrou que a liberdade atual “é consciente e informada e deverá ser também uma verdadeira liberdade cidadã”.

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