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Gondomar: Mais de 100 hectares queimados

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Este verão, o país enfrentou uma onda de incêndios preocupante que devastou uma grande percentagem da zona verde. Muitos destes focos foram originados por fogo posto. Semelhante sucedeu em Gondomar, no alto concelho, mais concretamente na União de Freguesias de Foz do Sousa e Covelo.

Gondomar surge na lista dos 20 concelhos com maior número de incêndios rurais entre 1 de janeiro e 31 de agosto de 2022. A nível de incêndios rurais foram 198 focos que correspondeu a uma área ardida de 110 hectares: Povoamentos: 55 ha; Matos: 42 ha; Agrícola: 3 ha.

Estes vinte concelhos representam 34% do número total de ocorrências e 16% da área total ardida. Estes municípios localizam-se todos a norte do Tejo e caracterizam-se pela sua elevada densidade populacional e a presença de grandes aglomerados urbanos ou utilização tradicional do fogo na gestão agroflorestal. No total, este ano, Portugal teve um total ardido de 106.639 hectares, sendo que o distrito do Porto perdeu 5549 hectares.

Comparando aos números dos anos anteriores, Marco Martins, Presidente da Câmara Municipal de Gondomar refere que o balanço é bom, “porque tivemos menos áreas ardidas e menos ocorrências. Felizmente, não houve nenhuma vitima, nem qualquer dano em edifícios, porque tudo o que ardeu foi mato, nesse sentido, foi um balanço positivo”.

Marco Martins explica ainda que, em Foz do Sousa, os indícios de fogo posto são claros e garante que as autoridades “já estão a trabalhar nessa matéria”.

“No caso concreto dos Moinhos de Jancido, o que combinamos com a APA foi fazer um levantamento com uma equipa de biólogos, para ver quais são as melhores espécies para a re-plantação. Apesar de ainda não termos valores, estamos preocupados com o assunto e vamos apoia-los na preservação daquele património que é muito importante e que hoje, é um dos grandes focos de atração turística para Gondomar”, refere o edil.

O Presidente da Câmara Municipal, Marco Martins, a vereadora do Ambiente, Ana Luísa Gomes e a vereadora do Turismo, Sandra Almeida, visitaram as zonas afetadas pelo incêndio que lavrou em Foz do Sousa com o objetivo de se fazer um levantamento dos danos e avaliar medidas para recuperar o território. Os Moinhos, ex-libris daquela zona e potencial turístico do território, não foram afetados pelas chamas, mantendo-se intactos. No entanto, a zona envolvente, pintou-se de negro. ■

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