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Gondomar sai do endividamento excessivo após perdão fiscal da EDP

[caption id="attachment_9870" align="alignleft" width="300"]Endividamento EDP - maio 2017 Com o acordo celebrado com a EDP o Município de Gondomar sai do endividamento excessivo / Foto: Direitos Reservados[/caption]

A Câmara Municipal de Gondomar deverá “sair do endividamento excessivo dentro de dois a três meses”, anunciou a 26 de abril, Marco Martins, edil gondomarense.

“Este é o maior feito do mandato”, resume Marco Martins, presidente do Município de Gondomar. A afirmação surge na sequência do acordo com a EDP, que prevê a redução do montante em dívida em cerca de 40% para o valor de 28,8 milhões de euros. Até à data, a dívida da Câmara de Gondomar para com a empresa era de 49,3 milhões de euros, sendo a autarquia a mais devedora do país.

“Esta dívida diz respeito a consumos que o Município não pagou entre 1982 e 1997. Nesse aspeto ninguém está isento de culpas porque tivemos executivos do PS e do PSD”, disse Marco Martins.

Desta forma, o Município garantiu uma solução que prevê um empréstimo a 20 anos para regularizar a dívida superior a 28 milhões de euros à EDP. “Assim, o Município deverá sair do endividamento excessivo dentro de 2 a 3 meses”, confirmou o autarca.

O feito corresponde também à redução da dívida “em mais de 50 milhões de euros” desde a tomada de posse do executivo liderado por Marco Martins. À data (2013), a dívida estava quantificada em 140 milhões de euros.

A saída do endividamento excessivo vem garantir a capacidade de contratar pessoal para o quadro, do qual saíram 121 pessoas, por reforma, criando um défice em algumas secções.

A medida foi aprovada com a abstenção dos vereadores Diogo Tavares (PSD) e Joaquim Barbosa (CDU). O acordo prevê ainda um investimento da EDP na rede energética do concelho, medida avaliada em 1,5 milhões de euros a concretizar faseadamente até 2021.

Recorde-se que em 1997, o anterior presidente, Valentim Loureiro, assinou um acordo que previa que os 70 milhões de euros fossem pagos em prestações mensais sucessivas de 160 mil euros, culminando numa prestação final de 48 milhões de euros.

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