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Medieval de Rio Tinto: 8ª edição realiza-se de 14 a 17 de setembro

[caption id="attachment_10292" align="alignleft" width="300"]8ª Medieval de Rio Tinto - agosto 2017 A recriação da batalha evocada na lenda de Rio Tinto será o ponto alto do evento / Foto: Arquivo Vivacidade[/caption]

Estão em marcha os preparativos para o maior evento de Rio Tinto: a Feira Medieval da Quinta das Freiras. Este ano, cumprir-se-á a 8ª edição que convida os visitantes a recuar à época medieval.

“Esperamos que este seja um evento no seguimento das edições anteriores. É um dos maiores de Gondomar e o maior de Rio Tinto. Nessa lógica, aguardamos quatro dias de grande animação que potenciem a história de Rio Tinto e a sua lenda [ver caixa]”, começa por dizer Nuno Fonseca, presidente da Junta de Rio Tinto.

A organização aposta num “evento diferente” do circuito medieval, essencialmente vocacionado para as artes e os ofícios da época, no reinado de duas figuras intimamente ligadas à Medieval de Rio Tinto: o rei D. Tremoço e a rainha Dna. Súrbia.

“Ao longo destes quatro dias de Medieval contamos receber 50 mil pessoas no recinto da Quinta das Freiras, mas sabemos que o evento ainda pode crescer para o exterior. Estamos a caminhar para os 1100 anos da batalha evocada na lenda de Rio Tinto e temos que aperfeiçoar a iniciativa até lá”, acrescenta o autarca.

Para esta edição, Nuno Fonseca promete “uma animação diferente do ano anterior”. “Esse é o segredo para o sucesso da Medieval. Vamos ter cabeças de cartaz da animação itinerante e queremos aproveitar melhor o torreão com espetáculos de fogo inéditos”, refere o responsável.

A praça de alimentação também terá uma oferta maior em comparação com a edição anterior, com maior rigor nos produtos confecionados. “Um dos nossos objetivos passa por colocar novos desafios e limitações de ano para ano. O rigor tem vindo a aumentar e este ano, por exemplo, o café será exclusivamente comercializado por uma tenda da organização”, diz Nuno Fonseca.

A dinamização da Medieval ficará à responsabilidade da Associação Artística de Gondomar (ARGO), coletividade que está na génese desta iniciativa, criada por Nuno Moutinho, um dos seus associados.

Ao Vivacidade, Albertino Valadares, presidente da direção da ARGO, salienta a importância do “espaço renovado” na Quinta das Freiras, que será “uma das principais novidades desta edição” e permitirá “aproveitar ainda mais este equipamento”.

“Vamos crescer e vamos ter um maior número de expositores na área do artesanato. Além disso, uma das nossas maiores preocupações passa por não repetir a animação de ano para ano. Este ano queremos apostar mais na animação itinerante”, atesta Albertino Valadares.

Marisa Silva, diretora do grupo de teatro Sururus, promete “voltar à lenda com mais força”. “O espetáculo principal será focado na lenda de Rio Tinto e vamos ter um espetáculo de fogo inédito no torreão da Quinta das Freiras, exclusivamente concebido para aquele espaço”, conclui.

A 8ª Medieval de Rio Tinto terá entrada livre.

Câmara de Gondomar apoia o evento A Feira Medieval de Rio Tinto será concretizada com um orçamento a rondar os 40 mil euros. Para isso, a organização contará com um apoio reforçado do Município de Gondomar.

“A Medieval de Rio Tinto é uma iniciativa que atrai muita gente, por isso temos que dar um apoio significativo, até porque tem crescido de uma forma assinalável”, diz Luís Filipe Araújo, vereador da Cultura da Câmara de Gondomar ao nosso jornal.

Lenda de Rio Tinto Rio Tinto tem o seu nome ligado ao rio que atravessa a cidade, havendo mesmo uma lenda que explica o seu topónimo. No início do século X, os cristãos ganhavam terreno aos mouros. Governava o conde Hermenegildo Gutierres o território da Galiza até Coimbra, tendo como centro o Porto.

Contudo, o Califa Abdelramam III, com um poderoso exército, fez uma violenta investida, cercando a cidade do Porto. O rei Ordonho II desceu em socorro do seu sogro, o Conde Gutierres, conseguindo afastar os mouros e perseguindo-os para longe da cidade.

Junto a um limpído ribeiro, travou-se a sangrenta batalha. Na memória do povo, ficou o sangue derramado que, de tão abundante, tingiu as cristalinas águas do rio, passando desde então a chamar-se Rio Tinto.

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