União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova Sociedade

Meggy a primeira cadela de cinotécnica em São Pedro da Cova

Durante oito anos, Meggy levou o nome dos bombeiros de São Pedro da Cova a vários pontos do País. Com o número 500 de bombeira voluntária, tornou-se o primeiro cão de busca e salvamento da corporação. Cumpriu várias missões, sempre ao lado do companheiro e dono, Cláudio Pinto, bombeiro de 2.ª, e assumiu o papel de heroína. Já com 15 anos, a cadela, acarinhada por todos, despediu-se do quartel que se tornou casa e dos companheiros que a acolheram.

Meggy foi adotada por Cláudio em março de 2011 e desde 2012 passou a ser um elemento ativo da equipa cinotécnica da corporação. “Foi um sonho de criança. Tiramos a formação em Óbidos e começamos com uma cadela velhinha que se chamava Luísa, que foi cedida para experimentarmos este novo método de trabalho. A equipa de Óbidos cedeu-me a Meggy, que é o símbolo do sistema cinotécnico veio com 10 meses para a equipa”, conta Claúdio Pinto. 

“Fez várias missões de busca e salvamento. Foi à Guarda, a Tondela e a Monção, por exemplo, e conseguiu realizar duas missões com sucesso e resgate de vítima. Também participou em várias ações de sensibilização”, descreve. 

Normalmente quando os cães são mais novos são utilizados para correr área e a área que eles mostrem algum interesse é revista pelos cães mais velhos devido à experiência que já adquiriram anteriormente, que foi o caso da Meggy à medida que a idade avançava. Tornou-se um cão de confirmação. 

“A Meggy arrancou sorrisos a idosos, crianças, inclusive fomos a um berçário, passou um dia com eles, e era extremamente cuidadosa. Quando se tratava da população mais sensível ela já tinha um tato diferenciador e tratava-as de forma diferente, também, mais cuidadosa.  Foi uma companheira de trabalho para todos, foi a minha primeira cadela de busca e salvamento, que dava sem dúvida a vida por ela. A Meggy era a minha companhia éramos uma equipa”, recorda.

Conquistou o coração de todos e, mesmo depois de deixar o ativo, em 2020, devido a um cancro na língua, continuou a inspirar. A luta contra a doença foi difícil, sempre acompanhada por Cláudio e pela mulher, também bombeira. Uma luta que acabou. Meggy fez o último passeio pelo quartel que tão bem conhecia e foi ao sanatório despedir-se do local onde treinava diariamente. “Era muito acarinhada por todos, foi um dia emotivo”. 

A corporação já tem uma nova cadela: a Ellie, para dar continuidade à cinotécnica, com o propósito de continuar o legado da Meggy.

 

 

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