[caption id="attachment_4434" align="alignleft" width="241"]Município comemora 500 do Foral de Gondomar/Foto: Direitos Reservados Município comemora 500 do Foral de Gondomar/Foto: Direitos Reservados[/caption]

Em 1515, Gondomar recebera pelo rei o primeiro Foral Manuelino. Agora, a 23 de maio, 500 anos depois, o Município de Gondomar decidiu comemorar a data na Casa Branca de Gramido, com a apresentação do livro ‘Histórias de Gondomar’, de António Oliveira, seguida de uma representação cénica a cargo do in Skené - Grupo de Teatro de Amadores de Gondomar. O Vivacidade esteve à conversa com o autor do livro que explica as origens de Gondomar.

António Oliveira nasceu em 1953 na Foz do Sousa, e viveu em França até aos 20 anos. Regressa depois a Portugal, antes do 25 de abril e inscreve-se na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, em literaturas românicas, para depois seguir a carreira de professor do ensino secundário. A lecionar durante 30 anos em Santo Tirso, teve ainda tempo de fazer um mestrado e doutoramento. Autor de dezenas de livros, António Oliveira explica ao Vivacidade o conceito da nova obra que apresentou sobre Gondomar. “Este livro é uma chamada de atenção para os historiadores porque é necessário preservar e avivar a história do concelho. Eu aproveitei a oportunidade de aflorar a história até 1515, que é o ano em que foi atribuído o foral manuelino”, explica o professor. “O livro parte de uma festa ficcional onde é lido o foral. Tive o cuidado de vestir as pessoas a rigor da época e o local escolhido é o Largo do Mosteiro, em Rio Tinto. D. Mafalda de Arouca deveria casar com um galego que faleceu. Dedicou-se então à santidade em Arouca e com uma certa idade veio a falecer no Mosteiro, em Rio Tinto”, acrescenta o autor de ‘Histórias de Gondomar’.

Este livro apresentado na Casa Branca de Gramido, a 23 de maio, faz também referencia a duas lendas - a de Rio Tinto e de Montezelo – e começa no dia 19 de julho de 1515 mas retrocede para explicar a história, desde a fundação do Gondomarus [rei visigodo que terá fundado o couto, em 610]. Mas António Oliveira alerta: “O livro não é uma cronologia dos acontecimentos de Gondomar. Começa no dia em que acaba com uma viagem pela história no meio. A grande função deste livro era dar a conhecer aos gondomarenses a sua história e uma das coisas que é explicada é precisamente o conceito de foral. Como sou professor tentei incutir essa função pedagógica”, afirma o docente aposentado.

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