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Novas luminárias, mais escuridão...

Está em curso no nosso concelho a alteração do sistema de iluminação pública tradicional para as novas tecnologias de lâmpadas LED. Pretende-se, com esta nova iluminação, economizar nos consumos, e apostar nas novas tecnologias de luz fria.

Quando toda a rede estiver adaptada ao novo sistema, o município terá uma economia brutal nos consumos energéticos de iluminação dos espaços públicos. Uma decisão que, representando, certamente, um considerável investimento – depende da forma como a renovação da rede foi negociada com o fornecedor da eletricidade – mereceria um louvor generalizado da população.

Antes de mais porque representa um avanço na modernidade tecnológica. Mas não apenas. Significa, também, uma louvável preocupação pelos recursos da natureza, e uma aposta na defesa do ambiente. Nisso estaremos de acordo.

 

O que não é aceitável é o critério utilizado na escolha da intensidade da nova iluminação, já que o que se constata é que as novas luminárias são tão débeis que mais parecem lâmpadas de presença do que lâmpadas de iluminação pública.

Qualquer comparação com a iluminação tradicional demonstra a olho nu que as atuais luminárias deixam muito a desejar, convertendo as nossas ruas, praças e avenidas em espaços sombrios, onde a regra dominante é a penumbra, tornando difícil identificar quem quer que seja, mesmo quando as pessoas são conhecidas e se cruzam face a face.

Ora, é sabido que uma das graves lacunas do nosso concelho está precisamente nas deficiências da iluminação pública. Assim sendo, a mudança para lâmpadas de muito mais baixo consumo e maior duração deveria ser aproveitada para melhorar o conforto e a segurança das pessoas no espaço noturno.

Não sendo isso que está a acontecer, só podemos dizer que estamos a mudar para pior. Não no que respeita à economia dos consumos, mas na quebra da já mais que precária iluminação do espaço público. Que quem de direito olhe para isto, enquanto é tempo. Mais tarde há-de representar, certamente, mais e maiores custos. Assim não. Não podemos aceitar…

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