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Obra do Intercetor do rio Tinto antecipada três meses

[caption id="attachment_12231" align="alignleft" width="300"] A obra vai ficar pronta cerca de três meses antes do previsto / Foto: Pedro Santos Ferreira[/caption]

A conclusão da obra do Intercetor de rio Tinto, projeto partilhado entre os Municípios do Porto e Gondomar, vai ficar pronta em maio de 2019, cerca de três meses antes do previsto. A garantia foi dada por João Matos Fernandes, ministro do Ambiente, junto dos autarcas locais.

Uma notícia pouco habitual, a antecipação da conclusão de um prazo de uma obra, foi dada aos jornalistas no percurso pedonal criado junto ao rio Tinto, paralelamente à obra maior, a construção do intercetor que irá ligar a ETAR do Meiral à ETAR do Freixo, que promete a despoluição de uma das piores massas de água do Grande Porto.

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, foi porta-voz da boa nova e, junto dos autarcas locais, reforçou a importância da intervenção desenvolvida pelas Câmaras Municipais do Porto e de Gondomar. "Esta obra visa despoluir o rio Tinto e criar condições de circulação adicionais entre Gondomar e Porto. Quando ficar concluída, acredito que as pessoas vão passar a percorrer este percurso pedonal com grande regularidade. Além disso, vão passar a usufruir deste espaço de lazer fantástico", afirmou o representante do Governo.

Marco Martins, presidente do Município de Gondomar, não esqueceu os "problemas pontuais" que ainda se verificam a montante da ETAR do Meiral e prometeu atuar, "primeiro de forma voluntária, junto das pessoas, e depois de forma coerciva, caso seja necessário", referindo-se às ligações abusivas ao rio Tinto, num total de 38 casos identificados pela autarquia. O investimento total na obra corresponde a 9,7 milhões de euros.

Movimento em Defesa do Rio Tinto culpa Águas de Gondomar Paulo Silva, do Movimento em Defesa do Rio Tinto (MDRT), foi uma das vozes críticas da poluição que ainda se regista no rio Tinto. À passagem da comitiva encabeçada pelo ministro do Ambiente verificou-se que a ETAR do Meiral estava a realizar descarga direta para o rio e o MDRT não passou ao lado do problema.

"Este é um rio de baixo caudal e só poderá recuperar-se se todas as ligações diretas e outros focos de poluição forem eliminados. Se nada for feito, o rio Tinto continuará com péssima qualidade a montante da ETAR. A culpa é claramente da empresa Águas de Gondomar", afirmou o ativista pelo rio Tinto.

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