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Parque da Ourivesaria de Gondomar concluído este mês

[caption id="attachment_1611" align="alignleft" width="300"]A obra está em fase final / Foto: Pedro Santos Ferreira A obra está em fase final / Foto: Pedro Santos Ferreira[/caption]

Está quase pronta a primeira fase do Parque Tecnológico e de Negócios da Ourivesaria de Gondomar. Com o edifício sede, o parqueamento e os acessos concluídos, a Câmara Municipal de Gondomar espera agora começar a receber, em Vale Chão, interessados na ocupação daquele espaço.

O centro nevrálgico do Parque Tecnológico e de Negócios da Ourivesaria de Gondomar (PTNOG) está praticamente concluído. No início de janeiro – se tudo correr como previsto – o edifício principal está de portas abertas para receber potenciais ourives interessados em ocupar o que, em junho deste ano, estava marcado pelos industriais como “mais um elefante branco”. O PNOG representa, no seu total, um investimento de cerca de 16 milhões de euros, totalmente vocacionado para a fileira da ourivesaria mas, para já, ainda só foram executados nove milhões.

A primeira fase – que vai ficar concluída este mês - pode oferecer a um ourives uma área de exposição e comercialização de produtos, uma área de formação e uma área de ligação com as entidades envolvidas na produção de ourivesaria.

“A candidatura, a adjudicação e a obra decorreram de costas voltadas para os ourives”

Preocupado com o que considera ser “um edifício de excelência no ramo da ourivesaria”, o vereador do Desenvolvimento Económico e Empreendedorismo da Câmara Municipal de Gondomar (CMG), Carlos Brás, espera que o Parque, com a primeira fase quase pronta, possa “suscitar interesse por parte dos ourives” do concelho.

O autarca lamenta, contudo, que o projeto não tenha sido divulgado da melhor forma desde o seu início. “O projeto foi desenvolvido e construído não envolvendo os ourives. Os ourives foram ouvidos no início do projeto – na altura da apresentação da candidatura – mas depois nunca mais foram ouvidos. Houve um afastamento e nós estamos a tentar reaproximar”, conta ao Vivacidade. “Nenhum ourives conhecia aquilo, nunca lá tinham estado. Ficaram surpreendidos com as condições que o edifício tem”, acrescenta Carlos Brás. Questionado sobre qual a intenção do anterior executivo com aquele projeto, o vereador responde: “Não quero emitir juízos de valor daquilo que foi o passado. De qualquer das formas, e porque também estive muitos anos na oposição e acompanhei alguns projetos de perto, não tenho dúvidas em dizer que [o projeto] foi muito mal conduzido. A preocupação principal não foi servir os ourives, foi construir. Houve pelo menos negligência”, refere.

[caption id="attachment_1612" align="alignleft" width="300"]O complexo vai servir de montra para os jovens ourives / Foto: Pedro Santos Ferreira O complexo vai servir de montra para os jovens ourives / Foto: Pedro Santos Ferreira[/caption]

CMG, ourives de Gondomar, AORP, CINDOR, contrastaria e ACIG reuniram-se

Em fase final de construção do edifício sede, o vereador do Desenvolvimento Económico e Empreendedorismo reuniu a Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal (AORP) e promoveu uma visita ao PTNOG com a instituição e todos os associados que quiseram estar presentes.

“Os ourives ficaram de reunir entre eles e apresentar propostas para lhes podermos dar alguma flexibilidade naquele projeto para os acolher. Foram contactados os ourives de Gondomar, AORP, CINDOR e contrastaria e ACIG”, explica Carlos Brás ao Vivacidade. Imagem A gestão do edifício será feita por uma entidade privada, com maioria de capitais da Câmara Municipal de Gondomar [50,1%]. “Pode-se dizer que é um edifício de excelência no ramo da ourivesaria e que garante aos ourives algumas coisas que foram identificadas como sendo necessárias nessa fileira de negócio”, acrescenta o autarca. Nesta primeira fase, a autarquia pretende garantir, a quem desejar ocupar o edifício, quatro coisas: comodidade, bons acessos, eficiência energética e segurança. Nas fases seguintes, logo se verá. “Não vamos avançar com as outras duas fases sem ter a ocupação da primeira. Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para envolver as entidades ligadas à fileira da ourivesaria na ocupação do espaço e só depois, se se justificar, é que se poderá avançar para a segunda e terceira fase”, indica o vereador.

Polícia Municipal vai sediar-se no novo edifício

Com a entrada em funcionamento do PTNOG, ainda sem data marcada, a CMG pretende descentralizar alguns dos seus serviços para o novo edifício e garantir melhores acessos ao local.

Por forma a garantir uma maior segurança dos ourives, a Polícia Municipal ficará albergada e sediada no Parque Tecnológico. “O equipamento terá circuito de vigilância e é fechado. A Polícia Municipal vai ficar lá sediada, com turnos contínuos”, explica o vereador. PTNOG inserido na “Rota da Filigrana”

Apesar de tudo não passar ainda de “uma ideia”, há ainda um outro objetivo para o Parque da Ourivesaria de Gondomar. O rio Douro é uma aposta da Câmara para o turismo gondomarense e para a criação da “Rota da Filigrana”. Esse percurso turístico, com início no rio Douro, terá como paragem obrigatória o novo PTNOG. O objetivo é “potenciar o turismo e dinamizar o comércio local”. Mas, para já, aguarda-se a abertura do edifício sede.

A AORP e o CINDOR foram contactados pelo Vivacidade no sentido de obter alguns depoimentos mas não houve uma resposta em tempo útil.

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