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São Pedro da Cova exige retirada imediata dos resíduos perigosos

[caption id="attachment_12720" align="alignleft" width="300"]Resíduos Perigosos - novembro 2018 Pedro Miguel Vieira, presidente da União das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova / Foto: Pedro Santos Ferreira[/caption]

A Junta da União das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova pronunciou-se, esta manhã, sobre um novo impasse no processo de retirada dos resíduos perigosos da vila mineira.

"Vimos repudiar o que foi dito no Parlamento, esta semana, pelo ministro do Ambiente [João Matos Fernandes]. A Junta de Freguesia está a acompanhar o processo e não tem qualquer informação sobre a providência cautelar que o ministro do Ambiente agora evoca", começou por dizer Pedro Miguel Vieira, presidente da União das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova, aos jornalistas, junto ao local onde foram depositados os resíduos perigosos, em São Pedro da Cova.

A iniciativa de protesto surge após a notícia de que terá sido interposta uma providência cautelar por um dos donos dos terrenos, impedindo assim a remoção dos resíduos.

"Vimos, por isso, reclamar que o ministro do Ambiente faça tudo o que tem ao seu alcance para considerar este processo de interesse público e que não seja bloqueado por nenhuma providência cautelar. Entretanto, também já pedimos reuniões com caráter urgente ao Ministério do Ambiente, à CCDR-N e à APA. Estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance", disse o autarca, que não põe em causa a existência da providência cautelar, mas considera que o ministro "está mal informado ou a agir de má-fé".

Questionado sobre a possível solução do problema, Pedro Miguel Vieira evocou a passagem do processo a "assunto de interesse público para o país". "O Governo tem todos os meios para o fazer", evocou o presidente da Junta, que não descarta a hipótese de "estudar tomadas de posição públicas junto da população".

Refira-se que os dois proprietários do terreno onde foram depositados os resíduos perigosos são de conhecimento público, sendo o terreno atribuído a José Violante Lopes e ao consórcio do Estado, Terriminas e Vila Rei.

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